Qual é o seu conceito de rede?

É assustadora a disparidade de conceitos que a internet disponibiliza para as pessoas. Varejistas a enxergam como uma loja sem IPTU, profissionais de marketing a vêem como mais um canal para transmitir uma mensagem publicitária, políticos acham que é uma escola eleitoral para disparar santinhos eletrônicos e dizer o que estão fazendo em 140 caracteres, acreditando fielmente que estão prestando contas a população e boa parte dos usuários, acabam usando como um mural de recados.  Claro, existem suas exceções em todos os exemplos. Hoje já estamos reaprendendo a usar a internet.

Mas não existe a forma correta, já que acredito no laboratório contínuo para a evolução da relação em rede. Mas tenho certeza de que existe o formato errado, o da centralização de conteúdo e da comunicação unilateral. Esta prática age contra o conceito real de rede, pois se não permite compartilhar.

O principio das redes não é exatamente o meio ou a ferramenta, mas a interação das pessoas diante de um tema comum, todas conectadas entre si, trocando informações. E na internet, o link e o conteúdo são responsáveis pela sua formação, pois possibilitam a ampliação do grupo por meio da troca, da geração de valor e da manutenção desses relacionamentos.

Estabelecido o conceito de transferência mútua de informações entre pessoas conectadas, surge um novo prisma ainda não identificado, ou mal utilizado pelas empresas: A inteligência coletiva.

Pessoas conectadas geram conteúdo, como conseqüência, inteligência. Marcas que antes pagavam milhões por pesquisas de opinião e ações de marketing agora têm a sua disposição mais que os olhos e os ouvidos das pessoas, têm a sua voz, que talvez neste momento interesse mais.

As pessoas querem criar produtos, pensar ações, resolver problemas de gestão pública, votar leis, gerar conteúdo, promover ajuda civil e resgate social.

Pesquise e você vai encontrar comunidades online de cientistas nucleares autônomos, índios que monitoram suas terras via satélite e mulheres que, sozinhas, desenvolveram a sustentabilidade do seu pequeno povoado. O Brasil é líder em inovação social e importa inteligência coletiva, construída por meio das redes.

Todos se interessam em contribuir sob vários aspectos, pois descobrimos o poder de voz através de novos meios. E algumas empresas morrem de medo disso, pois não controlam mais as suas marcas.  A comunicação agora é em rede e não há domínio absoluto sobre ela. O primeiro passo pode ser o simples convite: Vamos pensar juntos?

Artigo publicado por Leandro Ogalha nos portais ResultsON e HSM Inspiring Idea

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